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quarta-feira, 31 de março de 2004 Se encantar pelas coisasEspero que gostem. "Certa manhã, mamãe, papai e o pequeno Thomas - a esta altura já com dois ou três anos - estão na cozinha tomando o café. De repente, mamãe se levanta, vira-se para a pia e então... bem, então papai começa a flutuar sob o teto da cozinha. O que você acha que Thomas diria? Talvez ele apontasse o dedo para seu pai e dissesse: 'Papai voando!'. Na certa Thomas ficaria espantado, mas ficar espantado não é novidade para ele. Afinal, o papai faz tantas coisas estranhas que, a seus olhos, um pequeno vôo sobre a mesa do café da manhã não faz lá diferença. Todos os dias, por exemplo, seu pai faz a barba com um aparelhinho esquisito, às vezes sobe no telhado e vira a antena da TV, outras vezes enfia a cabeça no compartimento do motor do carro e sai com a cara toda preta lá de dentro. Agora é a vez da mamãe. Ela ouviu o que Thomas disse e vira-se resoluta. Como você acha que ela reagiria à visão de seu marido voando sobre a mesa da cozinha? Na mesma hora ela deixa cair o vidro de geléia e solta um grito de pavor. Talvez ela até precise de um médico, depois que papai voltar a sentar-se em sua cadeira. (Há muito tempo ele deveria ter aprendido a se comportar à mesa!) Por que será que Thomas e mamãe reagem de forma tão diferente? (...) O triste disso tudo é que, à medida que crescemos, nos acostumamos não apenas com a lei da gravidade. Acostumamo-nos, ao mesmo tempo, com o mundo em si. Ao que tudo indica, ao longo da nossa infância nós perdemos a capacidade de nos admirarmos com as coisas do mundo. " Depois eu conto a fonte. Beijos... Marcella Cristina às 3/31/2004 02:41:00 PM domingo, 21 de março de 2004 Fazer a diferençaTodas as manhãs, ele passeava abeira-mar para se inspirar e, à tarde, ficava em casa escrevendo. Um dia, caminhando pela praia, viu um vulto que parecia dançar. Quando chegou perto, encontrou um jovem pegando as estrelas-do-mar da areia e jogando-as, uma por uma, de volta ao oceano. - Por que está fazendo isso? – perguntou o escritor. - Você não vê? – disse o jovem. – A maré está baixa e o sol brilhando. Elas secarão no sol, vão morrer se ficarem aqui. - Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por esse mundo afora e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas por elas. Você joga umas poucas de volta ao oceano... Que diferença isso faz? A maioria vai perecer de qualquer forma. O jovem pegou mais uma estrela da areia, jogou-a no mar, olhou para o escritor e disse: - Para essa, eu fiz a diferença. Essa é uma das parábolas que mais gosto. Está no livro "Como atirar vacas no precipício" (título da primeira parábola... qualquer dia desses eu escrevo ela aqui...). Marcella Cristina às 3/21/2004 05:45:00 PM |
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